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"Mandei para a lavanderia os lençóis verde-clarinhos
que ainda guardavam os cheiros de Ana - e seria cruel demais
para mim lembrar agora que cheiro era esse, aquele,
bem na curva onde o pescoço se transforma em ombro,
um lugar onde o cheiro de nenhuma pessoa
é igual ao cheiro de outra pessoa..."
Do conto 'Sem Ana, blues', de "Os Dragões não conhecem o paraíso ".
(Caio Fernando Abreu)
Escrito por Lana ?s 22h45
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